O Maior Erro de Quem Entra em uma Negociação sem Planejamento.

A falsa sensação de controle

Existe um erro clássico que vejo se repetir em salas de negociação, reuniões comerciais, mesas de compras e até em conflitos internos nas empresas. Ele não está ligado à falta de técnica, nem à falta de experiência. Muito menos à falta de inteligência. O erro é outro, mais sutil e perigoso: achar que dá para se garantir no improviso.

Muitos negociadores entram em uma negociação confiantes demais. Confiam no histórico, na intuição, no carisma, na experiência acumulada ao longo dos anos. Acreditam que “já viram de tudo”, que “sentem a negociação” e que conseguem ajustar tudo no calor do momento. O problema é que negociação não perdoa excesso de autoconfiança sem preparo e o custo disso costuma ser alto.

Negociar sem planejamento é como entrar em um jogo acreditando que só o talento resolve, enquanto a outra parte estudou o adversário, treinou jogadas, mapeou cenários e conhece exatamente seus limites.

Planejamento não é burocracia. É vantagem competitiva!

Pessoas em ambiente de trabalho

Existe uma ideia equivocada de que planejar engessa, tira a naturalidade ou torna a negociação artificial. Isso não poderia estar mais distante da realidade. Planejamento não engessa. Planejamento liberta.

Quando você se prepara, você ganha clareza. Clareza sobre o que realmente importa. Clareza sobre onde pode ceder e onde não pode. Clareza sobre alternativas. Clareza sobre riscos. Clareza sobre o outro lado da mesa.

Sem planejamento, o negociador reage. Com planejamento, ele conduz.

E aqui está um ponto crucial que poucos percebem: informação é poder. Quem chega mais bem preparado normalmente tem mais informação. Mais dados. Mais hipóteses. Mais cenários. E isso desequilibra a mesa de negociação, mesmo que de forma invisível.

O erro não é negociar mal. É negociar no escuro

Negociar sem planejamento não significa, necessariamente, negociar mal em todos os casos. Às vezes o acordo acontece. Às vezes o resultado até parece bom. Mas o risco está no que você não vê.

Você não sabe se poderia ter conseguido mais.
Você não sabe se cedeu cedo demais.
Você não sabe se aceitou a primeira pressão desnecessariamente.
Você não sabe se o outro lado tinha margem maior.

Quando não há preparação, não há referência e sem referência, qualquer resultado parece aceitável.

O negociador que entra sem planejar costuma se apoiar em frases perigosas como: “isso a gente vê na hora”, “vamos sentir o clima”, “depois ajustamos”, “acho que dá para resolver”. Essas frases parecem flexíveis, mas escondem fragilidade estratégica.

Quem se prepara cria assimetria de poder

Aqui está a verdade nua e crua: se uma das partes se prepara adequadamente e a outra não, a negociação já começa desequilibrada.

Quem se prepara:
sabe fazer perguntas melhores
entende os interesses por trás das posições
reconhece sinais de pressão
identifica blefes com mais facilidade
tem alternativas claras

Enquanto isso, quem não se prepara fica dependente do discurso do outro, da pressão do tempo e do medo de perder o acordo. O medo é um péssimo conselheiro em qualquer negociação.

Não é força, nem agressividade, nem autoridade que decide uma negociação. É preparo.

Planejamento é o que separa o amador do profissional

Profissionais negociam com método. Mesmo que externamente pareçam espontâneos, internamente estão seguindo uma lógica clara. Eles sabem exatamente o que estão fazendo, por que estão fazendo e até onde podem ir.

O amador confia no improviso.
O profissional confia no processo.

Planejar não significa prever tudo. Isso é impossível. Planejar significa estar pronto para o inesperado. Significa reduzir incertezas, antecipar movimentos e evitar decisões emocionais sob pressão.

Quem planeja não entra em pânico quando algo sai do script. Pelo contrário, já considerou que isso poderia acontecer.

Negociação não se ganha na mesa. Ganha-se antes!

Essa é uma das verdades mais duras de aceitar. A negociação, na prática, já está em grande parte decidida antes da primeira palavra ser dita.

Ela é decidida:
na preparação
no levantamento de informações
na definição de limites
na análise da outra parte
na construção de alternativas

Quando alguém diz “essa negociação foi difícil”, muitas vezes o problema não foi a mesa. Foi o que não foi feito antes de sentar nela.

Planejar é respeitar a negociação

Negociar sem planejamento não é coragem. É descuido. É subestimar o processo e apostar que o outro lado não fez o dever de casa. Em um cenário cada vez mais competitivo, onde informação circula rápido e profissionais estão cada vez mais preparados, essa aposta costuma ser perdida.

Planejar é um sinal claro de maturidade profissional. É entender que negociação não é jogo de ego, mas de estratégia. É respeitar o impacto das decisões tomadas, os riscos envolvidos e o poder que a preparação gera antes mesmo de sentar à mesa.

É exatamente para evitar esse erro que a Metodologia de Preparação da Negociação 7.0 foi criada. Ela tira o negociador do improviso e o coloca no controle do processo, com clareza de objetivos, limites bem definidos, alternativas estruturadas e perguntas estratégicas.

Com o apoio do Robô de IA da Negociação 7.0 no ChatGPT, esse planejamento se torna ainda mais robusto. A IA atua como um copiloto estratégico, ajudando a antecipar cenários, organizar informações e reduzir drasticamente o risco de negociar no escuro.

Talvez o maior erro de todos seja achar que se garante. Porque, na prática, quem se preparou melhor já está um passo à frente, mesmo em silêncio.

Palestra “Os 7 Passos da Negociação”

Artigos relacionados

Conheça minhas publicações e acesse metodologias avançadas sobre negociação e vendas.

Negociação 7.0 – Os 7 Passos do Planejamento para uma Negociação Eficaz.

“A leitura deste livro é imprescindível para qualquer profissional que já compreendeu que grandes feitos invariavelmente são fruto de grandes negociações. Em tempos com tanta automação e afastamento dos relacionamentos por sua virtualização, o livro Negociação 7.0 é peça fundamental para quem quer se tornar um profissional do futuro.” – Arthur Igreja. Comprar

Gestão Estratégica de Vendas – Editora da Fundação Getúlio Vargas – FGV.

A proposta deste livro é, muito mais do que discutir técnicas de vendas, que poderão ser encontradas numa infinidade de livros disponíveis no mercado, mas abordar, de forma consistente, as premissas necessárias para se desenvolver e implementar uma gestão estratégica de vendas que logre êxito quanto a resultados. Comprar

E-book Soft Skills: fundamentais para líderes de sucesso

Neste e-book exclusivo, você irá descobrir quais as principais soft skills buscadas pelo mercado de trabalho, além de ter insights valiosos sobre como melhorar suas soft skills. Baixar e-book

Teste de perfil negociador baseado nas suas Soft Skills

Quer melhorar suas negociações e impulsionar sua carreira? Em apenas 5 minutos, responda nosso teste e receba uma análise personalizada para aprimorar suas habilidades! Iniciar teste